por Ariel Schettini para Zero Hora
Puig não para de tomar distância frente a si mesmo, frente à nacionalidade e frente ao cinema. Procedimento incessante em sua obra, que observada desde essas cartas se poderia definir como “tomada radical de distância” ou de “escritura dos extremos”. Trata-se de forçar o contato entre dois elementos e fazê-los colidir em uma experimentação, como se manipulasse elementos químicos em um laboratório para registrar as dimensões da explosão: nomear o centro da cultura desde a periferia absoluta da vila de província; submeter a vida infame de um preso ao glamour irrestrito e o luxo caprichoso de uma diva de Hollywood; fazer falar a velhice na linguagem travessa da infância; e finalmente, pôr o mundo do visual a serviço de um regime estritamente verbal. Nesse ato de etnografia experimental, Puig encontra sua língua perfeita e sua forma de incluir-se à força na literatura argentina. Nunca ocupando o mundo do semelhante e sempre associando opostos irreconciliáveis.
H. A. Murena y el ciclo "El sueño de la razón"
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Leer hoy a H. A. Murena es un gesto anacrónico.
En los últimos años su poesía y sus ensayos han sido revisitados por
distintos libros y reediciones, pero...
Hace 6 horas.

1 comentario:
Te amo Ariel.
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